Carne vermelha aumenta risco de cancro, segundo estudo

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Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que o consumo de grandes quantidades de carne vermelha ou de carne processada pode aumentar o risco de cancro.
Os cientistas do Instituto Nacional do Cancro norte-americano afirmam que um em cada dez casos de cancro do pulmão e intestino poderia ser evitado se as pessoas diminuíssem a ingestão de carnes, presunto, salsichas e bacon.

Os estudiosos analisaram a dieta e o histórico médico de 494 mil pessoas com idades entre os 50 e 71 anos. Aqueles que consumiam mais carne tiveram, ao longo de oito anos, 25% mais hipóteses de serem diagnosticados com cancro do intestino e 20% mais para o cancro do pulmão.

Num artigo publicado na revista científica PLoS Medicine, os pesquisadores dizem ainda que também foi estabelecida uma ligação entre o consumo de carne vermelha e o cancro do fígado e do esófago.

Segundo Amanda Cross, chefe da equipa que realizou o estudo, outras formas de cancro pareceram «não ser afectadas» pela ingestão de carne.

Em Outubro, um relatório do Fundo Mundial para Pesquisa do Cancro alertou que a carne vermelha é um dos principais factores para o aparecimento da doença.

O documento fazia um apelo para que as pessoas limitassem a ingestão de carne processada para até três bifes de 170 gramas por semana.

Os cientistas acreditam que a carne vermelha contém substâncias que podem danificar o ADN e assim iniciar o processo cancerígeno. Esses alimentos também são ricos em gordura saturada, que também já foi relacionada com o cancro.


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